domingo, 25 de julho de 2010

3- Bandeira vermelha

Eu e a Gi lavamos a louça enquanto eles deitavam no sofá da sala medindo quem estava com a barriga maior. Eram umas duas da tarde, quando eles resolveram ensaiar.
Deitei no sofá e cada palavra de Hey There Delilah era mágica, tocaram Strawberry Fields dos Beatles e algumas outras musicas. Mesmo ainda não tendo composições, a Pudim de Beterraba estava cada dia melhor.
Agora eram três e meia da tarde, horário obrigatório de descer e comer churros na praia nos fins de semana. Era um dia com ventos fortes e parecia que ia chover.
- Cinco de chocolate e cinco de doce de leite, todos com granulado como sempre, Edgar?- a moça do churros perguntou.
- Hoje é quatro de chocolate , a Laura não veio.- ele respondeu.
Enquanto isso a gente procurava algum lugar na sombra para sentar, acabamos na área gramada em frente ao prédio. Edgar subiu o degrau que separava essa área da areia com dificuldade e reclamou que a gente sempre deixa tudo pra ele.
- Bebê, vem logo vem.- Vicente implicou, Edgar não conseguiu ficar sem rir e entregou os churros.
Como sempre, estávamos sendo observados por todos que passavam e dessa vez estávamos normais. Os meninos só de bermuda, eu e a Gi de shorte e parte de cima do biquíni. Sentados um do lado do outro, a única coisa anormal que tinha era o Eduardo chupando o recheio do churros dele ao em vez de morder a massa e o doce de leite juntos, o João e o Cauã contando os granulados do churros deles, pra ver quem tinha mais, o Vicente conversando com o dele, o Edgar e o Curinga brincando de luta com espadas com os churros e o Álvaro inalando o churros dele. Depois da luta para terminar de comer os churros e de um tempo conversando sobre as nossas banalidades, Eduardo disse:
- Hoje o mar ta pra peixe!-
- Vai pescar tubarão?- Curinga perguntou.
- A gente podia pegar as pranchas de surfe né?- Vicente ignorou Curinga e os meninos concordaram com ele, todos correram para o apartamento, deixando eu e a Gi sozinhas.
- Trocadas por pranchas de surfe. - Giovanna brincou.
- Abandonadas na praia, e os meninos vão surfar com chuva.- reclamei preocupada ao ouvir o som de um trovão.
- Eu não quero surfar, nem quero que o Jean surfe.-
- Também não vou, nem quero que o Cauã vá, mas quem disse que ele vai me escutar?-
- Idem.- trovejou de novo. Passou um pouco e eles desceram.
- A gente vai entrar. – Gi disse depois de conversarmos através do olhar.
- No mar né?- João questionou.
- Vamos voltar pro apartamento, tá trovejando. - expliquei, Cauã me olhou triste.
- Gi, Julie, se começar a ficar forte a gente sai do mar...- Curinga prometeu, acabamos sendo convencidas.
Enquanto eles surfavam, a gente “brincava” aonde o mar ainda dava pé. Uma onda forte derrubou a Gi que deu uma cambalhota.
- Ta muito forte.- Ela disse, após recuperar-se.
- É melhor a gen...- Uma onda me cortou, e engoli água. Os meninos estavam longe e era até difícil reconhecê-los.
O salva vidas fincou uma bandeira vermelha na areia, e mandou a gente sair da água, mas os meninos não escutaram.
- O quê que a gente faz?- perguntei já fora da água para a Giovanna.
- Não sei! A gente entra e chama eles?-
- Parece que é a única coisa que dá pra fazer... – pensei tentando achar outra solução, nós duas corremos para o mar, a chuva já grossa e os raios iluminando a água.


Beijos,
Marcella Leal

P.S- Comenta vai, por favor....

7 comentários:

Ana disse...

Ah, adorei. Imagine só o desfecho disso...
Beijo

Gabriela Petrucci disse...

Esses meninos não tem juízo mesmo, hunf!
Esse "final" me deixou angustiada!

Beijo

Deborah Acordi disse...

Nossa, promete hein!

E que quinta-feira chegue logo! Hahaha
Beijo.

Melodias de uma garota nada normal !!! disse...

AaAaA como assim vo te q esperar até quinta ;/ . ushasuha tudo bem ..
esperando o que vai acontecer haa..
*ansiosaa

Alice disse...

Esperando quinta !Pra segunda parte .
Eu tbm não corto bem tomates !

Amanda Pereira disse...

ansioosa para o proximo capitulo!
a historia tá cada vez melhor !

Parabens Marcella !

Henrique Miné disse...

porra, porque menino é tudo retardado?

Eu nem chegaria perto do mar. Eu, hein!